AUTOBIOGRAFIA
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sábado, 15 de agosto de 2026
Nasci num berço feliz,
repleto de paz e alegria.
Cresci, tantas coisas fiz.
Com oito anos fiz poesia.
Muito mais quero revelar;
sempre gostei de escrever:
Isso ninguém me pôde tirar
quando comecei a enfraquecer.
Na visão não tenho muita saúde,
mas isso não me faz receosa.
Já é uma grande virtude
ter uma família bondosa!
Recordo com muita saudade
Os meus tempos de pequenina.
Mesmo sem qualquer maldade
Todos me chamavam "traquina".
Adorava fazer maroteiras,
principalmente pela calada,
mas usava determinadas barreiras,
para não me tornar ousada.
Os anos depressa voaram.
Muita coisa foi alterada.
Os meus sonhos repousaram;
a minha vida ficou parada.
Depois, na Secundária estudei,
mas já muito melhor da visão.
Por fim...alguns sonhos realizei,
mas sinto-me pior da audição.
Mas há sempre uma esperança;
uma manhã resplandecente,
como quando eu era criança,
mas jamais ser ‘inocente”.
Isabel Andrade Monteiro
Vila Nova de Gaia - 14/08/2026
Portugal
(in: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgzQhVrHKKsJzHMpsndTvfzHplXGg 14.08.2026