AMIZADE: VALORES E EXIGÊNCIAS
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quinta-feira, 18 de junho de 2026
Se há sentimentos essenciais na vida de uma pessoa, a amizade, entre outros, constitui um bem supremo que, depois de obtida, exige total compreensão, abdicação de imposições de uma parte sobre a outra, de adaptação e aceitação, tanto das qualidades quanto dos defeitos.
A amizade pressupõe exigência e rigor permanentes, sabedoria para vencer dificuldades, intrigas e interesses obscuros.
A amizade é um sentimento sempre em progressão, em aprofundamento permanente, numa perspetiva dinâmica, inovadora, aberta, leal e resguardada. Ela, a amizade, deve ser preservada na cumplicidade dos que se consideram verdadeiros amigos, dos que comungam um sincero “Amor-de-Amigo”.
Com efeito:
«Amor de amigo é coisa engraçada! É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado... Amor de amigo é amor que completa a gente. Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância. Amigo que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica. Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, da escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo... tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração. Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um picnic sábado à tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo. Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos. Porque amor de amigo não se cansa de amar.» (PEDRO BIAL) (in: https://www.pensador.com/frase/MTMwOTg1OA/
Uma amizade iniciada e desenvolvida nos valores: dasolidariedade, da lealdade, da transparência, da cumplicidade, da gratidão e da defesa intransigente do amigo; na exigência do rigor, do frontalidade e da boa formação humana, em quai squer circunstâncias, muito dificilmente será destruída.
O contrário poderá levar à descrença, à infelicidade, à mágoa que se instala no coração do amigo que se sente não correspondido, onde não existe reciprocidade, onde as palavras, as promessas, os pensamentos não são acompanhados dos respetivos e consequentes atos.
Os amigos verdadeiros aceitam-se, decidem em comum, o que é bom para os dois, ambos devem ceder, perdendo e ganhando, desde que o objetivo final seja sempre a amizade sincera, leal, virtuosa, solidária e cúmplice. Devem prevalecer sempre sentimentos nobres como generosidade, carinho, humildade, solidariedade, enfim, a felicidade dos amigos.
Num mundo tão atribulado, ninguém está isento de dificuldades, de carências, da ajuda de um amigo.
Nesta complexidade, a vida será tanto mais interessante, quanto mais fortes forem os sentimentos, as emoções, as causas que os determinam a vivência que se interioriza por momentos inolvidáveis. Sentimentos e emoções sempre repartidos pelos amigos, assumindo, sem restrições, nem medos, as respetivas consequências. Emoções que eles devem enquadrar no puro “Amor-de-Amigo”.
Gerir as emoções é uma tarefa difícil, que requer um aperfeiçoamento contínuo da inteligência emocional, de forma a haver um controlo, mínimo que seja, porque isso se torna vantajoso para a felicidade da pessoa.
De facto, a vida poderá ser maravilhosa porque:
«Nossas paixões quando bem exercidas têm sabedoria, orientam nossos pensamentos, nossos valores e nossa sobrevivência. » (GOLEMAN in: RESENDE, 2000:76).
Rentabilizar, portanto, a amizade sincera, aquela que provoca alegria, mas também, por vezes, tristeza. Quaisquer que sejam tais sentimentos, e emoções, eles devem ser repartidos pelos verdadeiros amigos, para que sintam a sua relação mais forte, mais cúmplice e mais determinada.
É aqui que a coesão desempenha uma função importantíssima, na defesa da amizade.
Por vezes utilizam-se expressões como: “amigo-do-peito”, “amigo incondicional”, “amigo dileto”, entre outras, porém, se com tais qualificativos se pretende transmitir, ao outro amigo, que se lhe quer muito bem, que este amigo estará sempre acima, à frente, preferencialmente a todos os demais interesses, situações e pessoas, então os termos fazem sentido, os conceitos ajustam-se a uma amizade inequívoca, perene, pura e correspondida pelos amigos.
Em certas circunstâncias, e conveniências, poder-se-á vislumbrar uma pseudo-amizade, casuística e, quantas vezes, de inconfessável oportunismo. A amizade, quaisquer que sejam as conjunturas, é um sentimento inegociável, porque os amigos também se amam, aqui com o significado de:
«desejar-lhe o melhor, olhar por ele, tratá-lo de forma excepcional, dar-lhe o melhor de nós mesmos. Significa a outra nossa alma gémea da amizade sincera, dos valores e exigências a ela associados, em suma, trata-se de um amar característico de verdadeiros e incondicionais amigos». (Cf. ROJAS, 1994).
Este amar não pressupõe, e muito menos envolve, quaisquer instintos sexuais, qualquer intenção de aproveitamento de uma situação, eventualmente, mais íntima, no sentido da cumplicidade que uma amizade verdadeira envolve.
Este amar é, precisamente, uma permanente atitude de dádiva, carinho, solidariedade, entreajuda e incentivo para a dignificação dos sentimentos dos amigos.
Este amar não pode provocar quaisquer tristezas, mágoas e desgostos, porque se trata de um amor sincero, puro, apenas interessado na felicidade recíproca dos amigos envolvidos.
É o amar do verdadeiro “Amor-de-Amigo”: solidário, nobre, leal, sublime, purificador e protetor das emoções irracionais e dos instintos animalescos. Deverá ser um amar para toda a vida, com ternura e prazer.
BIBLIOGRAFIA
RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark
ROBERTSON, Maria, (2007). Amor de Amigos. (Disponível em http://blogamor.blogs.sapo.pt/30407.html
ROJAS, Enrique, (1994). O Homem Light. Tradução, Pe. Virgílio Miranda Neves. Madrid: Ediciones Temas de Hoy, S.A.
“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”
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Venade/Caminha – Portugal, 2026
Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
http://nalap.org/Directoria.aspx
TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.
CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,
Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística
http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de
EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025
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Patrono da ALSPA – Academia de Letras de São Pedro da Aldeia- Cadeira Nº 1
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FUNDADOR IMORTAL. EMBAIXADOR CULTURAL BRASIL-PARAGUAY. NÚCLEO DE CIÊNCIAS, ARTES E LETRAS DO PARGUAY DE ASSUCION PARAGUAY. 2026.
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PRÉMIO ORGULHO PAULISTA DE LITERATURA 2024, NO ÂMBITO LITERÁRIO, SOCIOCULTURAL, HISTÓRICO, PEDAGÓGICO E ACADÉMICO.