POLÍTICA COM LEALDADE
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Enquanto valor e atitude, a Lealdade é uma dimensão humana que importa enaltecer e praticar, sistematicamente, em quaisquer contextos da intervenção da pessoa verdadeiramente humana. A Lealdade poderá, também, ser uma virtude, se se considerar que colocada ao serviço do bem-comum produz resultados que, em parte, conduzem à harmonia, à paz e à felicidade entre as pessoas que se querem relacionar de forma saudável, sem azedumes, sem perseguições, sem invejas, sem ódios.
Na política, tal como noutras atividades humanas, exige-se valores e comportamentos compatíveis com a dignidade individual e coletiva, respeitadores das ideias, opiniões e intervenções dos adversários, partindo-se do pressuposto que todos são pessoas de bem, com direito inquestionável à honra, reputação e bom-nome. “Até prova em contrário, todas as pessoas são inocentes”.
Na política, como noutras atividades, a Lealdade fará parte, certamente, de um processo, este entendido como o conjunto de boas-práticas, de organização, de aplicação de normas éticas e morais, de transparência e de respeito pelos adversários. Respeito como valor cívico e civilizacional.
O exercício da atividade política implica, por parte de quem se envolve na vida pública, ao com os cidadãos em geral, e com os adversários em particular. Com efeito, quem se predispõe, voluntariamente, a servir o povo, não pode, nem deve valer-se da sua posição, do poder que detém, e das influências que conquista, discriminar quem não comunga das suas ideias.
Desempenhar uma função política exige qualidades de liderança competente, assertiva e, fundamentalmente, grande nobreza de caráter. É necessário considerar que antes de se ser líder político, possivelmente, desempenharam-se outras tarefas na vida, como simples cidadão e que, certamente, nesta qualidade, não gostaria de ser humilhado, marginalizado e, tão pouco, devassado na sua vida privada.
O cidadão/político que se envolve na “luta” pela conquista do poder, tem consigo toda uma equipa de colaboradores que, evidentemente, tem de liderar, com humildade e segurança, também com firmeza e generosidade: «A verdadeira generosidade não é evento ocasional. Vem do coração e permeia todos os aspetos da vida de um líder, tocando o seu tempo, dinheiro, talento e bens. Os líderes eficazes, o tipo que as pessoas vão querer seguir, não juntam as coisas apenas para si próprios, fazem-no para dar aos outros. Cultivam a qualidade da generosidade nas suas vidas. (…) A generosidade requer que se coloque os outros em primeiro lugar.» (MAXWEL, 1999:62).
O líder político age, portanto, com valores essenciais à dignidade da pessoa humana, independentemente de serem os seus fiéis seguidores ou os seus adversários políticos, religiosos, profissionais ou de quaisquer outras atividades e estatutos, e em diferentes contextos.
É, naturalmente, inconcebível e intolerável que, em pleno século XXI, ainda se utilizem “recursos e técnicas” do mais baixo e inqualificável comportamento. O líder que hoje recorre à difamação, ao ataque pessoal e à ofensa da honra, reputação e bom-nome dos seus adversários, amanhã fará o mesmo em relação àqueles que tiverem a infelicidade de estarem debaixo do seu poder, sempre que o contrariarem.
Regra geral, toda a pessoa tem a obrigação de ser educada, correta, amável, tolerante. Em concreto, todo o líder político tem o dever ético-moral de ser generoso, leal e compreensivo para com os seus adversários e, nesse sentido, deve preocupar-se em apresentar, claramente, as suas ideias, os seus projetos, informando, e prometendo com verdade, o que tenciona realizar efetivamente, sem demagogias nem populismos serôdios.
O debate democrático das ideias, e dos projetos, é o melhor processo para respeitar os adversários e o povo eleitor, de contrário o descrédito da política, e dos políticos, é a consequência natural e que, rapidamente, se concretizará, para prejuízo de todos.
BIBLIOGRAFIA
MAXWELL, John C., (1999). As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder. 1ª Edição Portuguesa, 2010.Tradução, Paula Alexandra. Lisboa: SmartBook.
RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark
“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”
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Venade/Caminha – Portugal, 2026
Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.
CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,
Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística